Publicado por: Paula Schuwenck em: 08/11/2009
Sem querer, enquanto pesquisava sobre a Amazônia pra um trabalho, encontrei uma entrevista que a Marília Gabriela fez com a Elis Regina em 1980. Fiquei surpresa com o discurso ambiental da Elis, totalmente na vanguarda e em plena consciência do que estava por vir em relação ao problemas que vivemos atualmente. Eu ainda não existia, veja só, nasci somente 3 anos depois, e a Elis Regina já se mostrava preocupada com o caminho que a humanidade escolhia naquela época. Veja:
Agora penso que perdemos muito mais com a morte de Elis. Perdemos uma formadora de opinião com poder incrível, uma pessoa que podia ter feito muito para disseminar a importância da preservação ambiental. Hoje repetimos sua preocupação com a Amazônia como se fosse um problema para as próximas gerações. Mas não é. Quanto mais passarmos a responsabilidade para o próximo, mais o próximo terá menos para preservar.
Em um país como o nosso, que quem aparece na Globo é Deus, se hoje tivéssemos representantes com o peso de Elis Regina nessa causa, daríamos muito mais espaço e valor àqueles que são tidos como ecochatos. Tenho certeza.
Publicado por: Paula Schuwenck em: 05/11/2009
Ontem estava assistindo Oprah – adoro! – e ela mostrou diversos países em vários continentes. As pessoas mostravam como viviam, suas culturas e hábitos. Já peguei o programa com alguns minutos, mas quando comecei a assistir, a Oprah estava em Copenhagen, na Dinamarca. Fiquei completamente boba com a vida naquele lugar e não é por acaso que lá está o povo mais feliz do mundo. Parece que é tudo tão certinho, pessoas lindas, sorridentes, famílias felizes. Todos saem do trabalho entre 16:00 e 17:00 e vão ao mercado de bicicleta. E sabe por que saem esse horário? Porque entendem que ficar com a família é mais importante que tudo. Sempre jantam com seus filhos. As casas são pequenas, as pessoas estão sempre próximas.
Lá os impostos podem chegar a 60% do salário, mas ninguém reclama, ao contrário, consideram essencial para que tudo funcione bem. Quem ganha mais, paga mais impostos. Então, segundo os entrevistados, as pessoas escolhem suas profissões por prazer, por dom, e não pelo salário. Desemprego é raridade, mas se acontece, o governo jamais os deixam passar necessidades e os ajudam a encontrar novo trabalho. Fiquei ainda mais boba quando disseram que quase 90% da população não acreditam em Deus. As Igrejas estão sempre vazias. Uma das entrevistadas disse que lá eles acreditam e praticam a humanidade. Que maravilhoso! As pessoas fazem o bem sem querer um pedacinho do céu. Deve ser por isso que funciona. Imagino que a felicidade assim, com a consciência tranquila e sem esperar algo em troca, deve durar a vida toda.
Espero que a reunião em dezembro sobre as novas propostas para o clima, que acontecerá em Copenhagen, entra nessa energia e nos traga esperança de mudança positiva.
Publicado por: Paula Schuwenck em: 04/11/2009
Eu adoro quando as pessoas usam seus talentos pessoais para fazer algo positivo pelo planeta. Minha amiga (e xará) Paula R. acaba de criar um blog que merece destaque: o Lavô tá novo! Lá ela reúne dicas e informações sobre como é fácil e agradável fazer os famosos 3 Rs virarem realidade. Ainda melhor saber que ela, a Paulinha, faz isso. Enquanto trabalhamos juntas, ela vivia desfilando suas bolsas lindas que antes eram calças jeans ou sempre dava uma cara nova às bolsas antigas com flores de tecido que ela mesma fazia. Super criativa, sugeriu um amigo-secreto diferente e ecológico. Cada uma de nós (sim, foi bem à la Clube da Luluzinha) levou presentes como livros, bijuterias, artesanatos e roupas que não usava mais, mas que gostava e sabia que, na outra, eles teriam uso de novo.
Seu blog, em minha opinião, propõe uma reflexão sobre nosso consumismo inútil e o caos que vivemos hoje por pensarmos que comprar, sem a real necessidade de ter, é uma forma de sentirmos prazer, de nos sentirmos superiores, mais ricos ou mais poderosos. Agora sabemos que copiar os EUA não nos trouxe bons frutos. Não existe o jogar fora. O planeta não expande, não cresce. Quando jogamos fora, apenas tiramos de nossas vistas, mas tudo continua em nosso quintal, afinal habitamos um só planeta.
A Paulinha é jornalista, pós-graduada em jornalismo literário e agora uma blogueira consciente. Eu já sou fã e te convido a visitar o Lavô tá novo! Clique aqui.
Publicado por: Paula Schuwenck em: 28/10/2009
Ontem o Pedro foi ao teatro com uma excursão da escola. “O Pavão Misterioso” era o nome da peça, mas quando ele voltou só queria mesmo falar da Maria Eduarda.
_Como foi a peça?
_Ah, foi legalzinha. Mas olha o que eu tenho nesse papel!
_O telefone da Maria Eduarda?
_É, ela me deu agora. Ela sentou do meu lado no teatro e no ônibus também. Aí a gente trocou telefone.
_E você vai ligar?
_Claro! Todos os meus amigos queriam o telefone dela também e ela não deu.
_Hum, mas me conta do Pavão Misterioso.
_Ah, um cara que se apaixona por uma moça e precisam encontrar uma caixinha que foi pra um lugar misterioso e vão lá pra esse lugarzinho. Só.
_Como assim? E o pavão?
_Aaaaah, eu tenho o telefone da Maria Eduarda!
Publicado por: Paula Schuwenck em: 27/10/2009
Estou sumida, eu sei. E estou cansada de estar sumida. Mas o momento é de introspecção. O pai do Fernando está se despedindo aos poucos e lentamente se entregando ao plano espiritual. Walter Bianchi. Depois de mais de oito décadas, chegou o momento de partir. Um derrame escolheu por ele. Pra quem fica, fica o sentimento de impotência. Aquele sentimento que se você ainda não sentiu, um dia sentirá. A morte não reconhece o mimo. Quer você queira ou não, ela acontece e pronto. E com ela a pessoa que amamos passa a ser lembrada sempre no passado.
Agora aquele que viveu em notas musicais, espera o fio romper na UTI do sétimo andar. A história de uma vida que podia ter tido escolhas melhores, mas que pariu um filho especial. Um presente para o mundo. Um anjo para mim. Se essa foi a sua missão, está cumprida com honra ao mérito.
Publicado por: Paula Schuwenck em: 20/10/2009
Para espantar a energia esquisita do domingo, o bom mesmo é ter o que fazer. Sem Faustão e Fantástico a vida é muito melhor. Depois de uma rápida busca na internet, eu e o Fernando decidimos por uma peça de teatro que, pela sinopse e pelo local (centro de SP), parecia mais um teatro alternativo à la praça Roosevelt. Ledo engano. Em um teatro pequenininho, bem arrumado e organizado, a peça “Frames” permitiu que o domingo fosse fechado com chave de ouro.

Foto/ Divulgação: Elenco de Frames
Elenco talentoso, direção e roteiro impecáveis, humor e drama na medida. Cenário que encanta pela simplicidade ideal e sacadas criativas dão o toque especial à peça formada por três histórias curtas que remetem à urgência da vida pautada em nosso cotidiano: Fogos no céu do meio-dia, Lâmpadas e ovos quebram e Fogos no céu de meia-noite.

Carmela Paglioli e Flávio Faustinoni no esquete 'Lâmpadas e Ovos Quebram'
Cada esquete é interpretado por dois atores e, o mais legal, é que é o público quem os escolhe por votação durante a semana. Ou seja, cada ator tem o desafio de interpretar um personagem diferente a cada espetáculo.

Texto: Franz Keppler
Direção: Flávio Faustinoni
Elenco: Carmela Paglioli, Dani Mustafci, Flávio Faustinoni, Márcio Branco, Mari Nogueira e Rodolfo Arantes.
Ontem foi o último dia no teatro pequeno que mencionei acima (Instituto Capobianco), agora estão no Teatro Paulo Eiró, com capacidade para 600 pessoas!
Avenida Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro
Telefones: 5546-0449 / 5686-8440
Sextas e sábados, 21h00. Domingos, 19h00.
Dias 23, 24 e 25/10 – grátis
Demais dias da temporada: R$ 20,00 e R$ 10,00
Para saber mais: http://www.voceescolheoator.com.br/
Vai lá e depois me conte o que achou.
Publicado por: Paula Schuwenck em: 16/10/2009
Que a primavera seja inteira como o Pedro a vê. Cheia de cores e vida.

Publicado por: Paula Schuwenck em: 15/10/2009
Maitê Proença. Já foi um rostinho bonito, hoje empobrece o programa ‘Saia Justa’ da GNT, e envergonha o Brasil perante Portugal. Isso porque, em 2007, durante uma turnê em Portugal, Maitê teve a brilhante ideia de fazer um vídeo preconceituoso para um quadro do ‘Saia Justa’, que foi ao ar este ano em Portugal e, lógico, causou enorme revolta. Além de tecer deboches sem um pingo de graça, a atriz cuspiu em uma fonte! O vídeo foi apresentado no programa e, quando voltaram ao estúdio, as demais apresentadoras riam como bobas, aprovando as baboseiras que jamais podiam ser exibidas em um canal como o GNT. Os portugueses, totalmente cobertos de razão, criaram um abaixo-assinado com o intuito de fazê-la pedir desculpas públicas. Com um vídeo e uma carta divulgados em seu site, a atriz pede desculpas, diz que foi apenas uma brincadeira, assim como aqui brincamos com os baianos, os cariocas e os mineiros. Graaande desculpa, ainda mais preconceituosa.
Ao invés de mostrar lugares históricos, curiosidades do país, monumentos e tantas outras coisas interessantes, Maitê Proença fez o desfavor de se apresentar como uma artista brasileira chinfrim e sem educação.
Veja só:
E aqui, o pedido de desculpas:
Saia justa que, de tão justa, envergonha a todos nós.
Publicado por: Paula Schuwenck em: 13/10/2009
Feriado na segunda é esquisito, parece um domingo com mais 24 horas. E domingo tem aquele climão, aquela energia que não gosto. Pra piorar, na madrugada de domingo pra segunda, eu e o Fernando escutamos barulhos no quintal. O Elvis latia desesperadamente e os barulhos não eram só dele, mas até agora não chegamos a nenhuma conclusão. Não tinha marca de pegadas, nenhum vestígio. Só sei que isso nos tirou o sono e, pra mim, resultou em sonhos pertubados. Passei o feriado totalmente sonolenta. De repente uma ventania avisou que vinha chuva e, com ela, ficamos sem luz. Almoço à luz de velas em família que terminou com a lâmpada acesa outra vez.
Final de feriado cinzento com um filme que valeu a pena – “Um sinal de esperança” – com o sempre incrível Robin Willians. Filme ‘antigo’, de dez atrás, que encontrei passeando fora da seção de lançamentos. Indico, mas de preferência pra uma sexta-feira que garante esperança de algo melhor no outro dia.
Enfim, a semana começou.